terça-feira, 31 de maio de 2011

Contaminação pode não ter vindo de pepino da Espanha, diz Alemanha

As autoridades da Alemanha admitiram nesta terça-feira (31) ter dúvidas de que o surto da bactéria E.coli, que causou a morte de pelo menos 16 pessoas e deixou mais de mil infectados, deva-se a pepinos importados da Espanha, como anunciaram inicialmente, provocando uma crise no setor agrícola espanhol.

As primeiras provas constatadas em dois pepinos vindos da Espanha revelaram a presença de uma variante da bactéria Eceh, diferente da que provocou a hospitalização de mais de mil pessoas na Alemanha, conforme anunciou a autoridade sanitária de Hamburgo (norte).

Agricultor mostra pepinos em fazenda na cidade espanhola de Algarrobo, próximo a Málaga (Foto: AP)

"A fonte de intoxicação ainda não foi identificada", disse Cornélia Prüfer-Storcks, encarregada de saúde da cidade de Hamburgo.

As autoridades de Hamburgo foram as primeiras a fazer cair por terra as suspeitas da origem da bactéria letal em pepinos espanhóis.

A Espanha defendeu com firmeza seus agricultores e acusou a Alemanha de ter agido de forma irreponsável ao fazer essas acusações.

Contudo, os médicos lutam para deter o avanço da batéria que se encontra em hortaliças cruas.

A situação segue se agravando e já foram apuradas mais duas mortes: a de uma octogenária no oeste do país e de uma mulher de 50 anos na Suécia, que foi contaminada durante sua estada na Alemanha.

Foram registrados casos confirmados de infecção e casos suspeitos em: Suécia, Dinamarca, Reino Unido, Holanda, França, Suiça e Áustria, e a Espanha registrou por sua vez um primeiro paciente com os sintomas. Todos eles foram aparentemente contaminados na Alemanha, o que leva a concluir que a origem da infecção está no país.

A onda de contaminação, sem precedentes na Alemanha e uma das piores do mundo, causou tensões em todo o país e na Espanha, que se considera injustamente atacada, já que as suspeitas se concentram em pepinos procedentes de plantações de inverno da Andaluzia (sul).

A ministra espanhola da Agricultura, Rosa Aguilar, negou que a infecção venha da Espanha e advertiu que pedirá contas à União Europeia (UE) e à Alemanha "por perdas e danos", que considerou "irreversíveis".

Seus homólogos europeus, reunidos nesta terça-feira na Hungria, expressaram preocupação com a propagação da bactéria.

Aguilar pediu uma "solução europeia" para a drástica queda nas vendas de hortaliças. A situação é "extremamente grave" para o setor espanhol, disse Aguilar ao chegar a Debrecen (leste da Hungria), e avaliou em "mais de 200 milhões de euros por semana" as perdas registradas.

A Rússia havia anunciado na segunda-feira que proibiria a importação de verduras alemãs e espanholas. A Áustria proibiu as vendas de pepinos espanhóis e a Bélgica proibiu sua importação.

A Holanda, por sua vez, pedirá uma ajuda financeira a UE para seus agricultores, que já registraram queda de suas exportações para a Alemanha.

As autoridades alemãs temem que a contaminação não tenha alcançado ainda seu pico máximo, devido à lacuna existente entre a incubação e sua manifestação, que pode durar uma semana.

O Instituto Robert Koch, encarregado do controle sanitário e da luta contra as enfermidades, advertiu que "haverá provavelmente novos casos".

"Conhecemos a bactéria "Eceh" há vários anos, mas jamais havíamos visto tal propagação, afirmou o professor Jan Galle, diretor da clínica de Ludenscheid (oeste).

"Normalmente registramos 1.000 casos por ano, mas agora temos 1.200 casos em 10 dias", disse.

Investigadores do instituto interrogaram os afetados sobre seus hábitos alimentícios e seu consumo de verduras antes de ficaram enfermos. O objetivo é intensificar a busca sobre a origem da contaminação.

A bactéria Eceh que afeta a Alemanha é muito violenta, segundo o professor Galle, e resiste ao tratamento.

Os consumidores têm evitado adquirir pepinos ou outras verduras cruas. Vários restaurantes decidiram retirar de seus cardápios as saladas que contenham pepinos ou verduras frescas não cozidas.

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Comentário:

A Alemanha em vez de criticar, e acusar a Espanha, deveria estar

mais preocupado em descobrir a origem da bactéria.

Parece que os países preferem discutir e acusar um ao outro

do que resolverem seus próprios problemas.



Brasil e África do Sul estudam ação de exercícios no cérebro

Cientistas sul-africanos e brasileiros anunciaram, nesta segunda-feira, terem descoberto uma forma de medir a atividade cerebral de ciclistas em velocidade de corrida, abrindo uma nova frente para entender como o cérebro funciona durante a prática de atividades físicas.

Realizada por pesquisadores da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a pesquisa utilizou um scanner de ressonância magnética especialmente projetado pelos brasileiros para manter as cabeças de sete atletas enquanto eles eram mantidos na posição horizontal, movimentando pedais acoplados a um monitor de desempenho.

A equipe ainda está coletando dados, mas prometeu divulgar brevemente novas informações sobre quais áreas do cérebro controlam o exercício e a relação entre o desempenho esportivo e o cérebro.

"Por causa da dificuldade do projeto, técnica, equipamento e metodologia, pouca informação está disponível nesta área de pesquisa da ciência esportiva", disse Elske Schabort, estudante de pós-doutorado do centro de ciência esportiva da Universidade da Cidade do Cabo.

"A oportunidade de estar entre os primeiros a iniciar pesquisas tão novas possibilitará grandes progressos em nosso trabalho de tentar entender e descrever o papel do cérebro e do sistema nervoso central durante a prática de exercícios e a regulação da performance", acrescentou.

Os primeiros resultados do estudo devem ser divulgados no próximo mês, disse Eduardo Fontes, aluno de doutorado da Unicamp.

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Comentário:

O estudo do cérebro humano, sempre foi muito difícil.

Mas com novas tecnologias podemos descobrir mais, e mais.

O cérebro humano não foi totalmente descoberto, ele há muitas coisas,

que nunca entendemos como funciona. Mas Entenderemos em um futuro próximo.

Corpo rejeita célula adulta que voltou a estado embrionário

Experimentos feitos nos EUA acenderam o sinal amarelo para uma das grandes promessas biomédicas dos últimos anos, as células-tronco reprogramadas, ou iPS.

Capazes, em tese, de reconstruir qualquer tecido do organismo, elas também podem iniciar uma rejeição no organismo que as recebe, revela pesquisa na "Nature".

O fato é surpreendente porque tanto os doadores quanto os receptores das células-tronco foram os mesmos indivíduos --no caso, camundongos de laboratório.

Em situações como essa, não era para acontecer rejeição, já que o organismo deveria reconhecer as células como parte de si mesmo.

Não foi o que aconteceu com os roedores estudados por Yang Xu e seus colegas da Universidade da Califórnia. Caso o problema persista em humanos, cai por terra um dos principais atrativos de trabalhar com as células iPS.

Essa abreviação quer dizer "pluripotentes induzidas", porque a metodologia para criá-las induz células adultas (obtidas da pele, por exemplo) a adotarem estado semelhante ao embrionário, por meio da ativação de um coquetel de genes ligados à versatilidade das células.

Com isso, não é preciso destruir um embrião de verdade, escapando da controvérsia ética que torna terapias com células-tronco embrionárias proibidas para a Igreja Católica, por exemplo.

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Comentário:

Rejeição de celulas tronco no organismo?

Isso pode ser um grande problema, mas vai ver o cientista Yang Xu

tenha errado. Ninguém é perfeito. vamos esperar e ver o que acontecerá.

Células-tronco regeneram tecidos do pulmão

Pesquisadores americanos descobriram células-tronco pulmonares que têm um papel crucial na regeneração dos tecidos do pulmão, revelou na quarta-feira (11) a última edição do "New England Journal of Medicine".

Segundo Piero Anversa, principal autor do estudo e diretor do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital Brigham and Women, em Boston (Massachusetts), a pesquisa revelou pela primeira vez uma célula-tronco pulmonar que tem potencial de oferecer aos que sofrem de enfermidades crônicas do pulmão uma opção de tratamento nova, regenerando e reparando as partes danificadas.

"Estas células pulmonares são capazes de regenerar-se e de formar estruturas biológicas múltiplas do pulmão, como brônquios, alvéolos e vasos", explicou o médico.

Segundo Joseph Loscalzo, médico do hospital Brigham and Women e coautor do estudo, "estas são as primeiras etapas essenciais para desenvolver tratamentos clínicos para quem sofre de doenças pulmonares contra as quais não existe nenhum tratamento".

O trabalho, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, destaca que estudos prévios já mostravam que os cientistas eram capazes de criar células usando células-tronco embrionárias, mas essa célula-tronco foi isolada usando amostras cirúrgicas do tecido de um pulmão adulto.

De acordo com Loscalzo, "é preciso fazer pesquisas mais avançadas, mas estamos empolgados com o impacto que essa descoberta pode ter em nossa capacidade de tratamento".

Terapias celulares em doenças pulmonares têm sido estudadas há tempos porque o pulmão é um órgão extremamente complexo, com uma grande variedade de tipos de células que podem ser renovadas em diferentes níveis.

Doenças pulmonares são a terceira maior causa de mortes nos Estados Unidos, após ataques do coração e câncer, de acordo com o NIH.

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Comentário:

Células-tronco estão cada vez mais resolvendo problemas dos cientistas,

essa nova descoberta, poderá ajuda grande parte da população do

mundo, principalmente nos EUA, em que as doenças pulmonares são a

terceira mair causa de mortes. E ela pode, ser melhorada com o passar

do tempo.

Período de contágio de febre aftosa é mais curto, diz pesquisa

O período de contágio do gado infectado pelo vírus da febre aftosa é duas vezes mais curto do que se acreditava anteriormente, revelou um estudo realizado por cientisas britânicos e publicado pela revista "Science".

Novos exames, dizem os especialistas, provaram que a rês infectada pelo vírus da febre aftosa só transmite a doença durante 1,7 dia e não 3,4 dias como se pensava.

"Com isso, a possibilidade de propagação do vírus fica muito mais limitada", afirma Mark Woolhouse, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, um dos autores do estudo divulgado na quinta-feira.

Segundo os cientistas, a descoberta leva a crer que as medidas usadas para deter a propagação da infecção, como matar grande parte do rebanho, poderão ser reduzidas.

"A descoberta tambem pode mudar a forma como os especialistas em infecção abordam as enfermidades de uma maneira geral, incluindo as que afetam os humanos", diz Woolhouse.

A comprovação da nova tese foi possível mediante experimentos que determinaram o momento preciso da incubação e infecção do vírus de febre aftosa.

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Comentário:

Está descoberta feita pelos cientistas britânicos, foi muito boa.

Pois poupara, o gado, e as medidas usadas para deter a propagação da infecção

sera minimizada. Fazendo assim não termos uma grande perda econômica por

causa da infecção no gado.