segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Só 37% dos paulistanos com depressão procuram tratamento, aponta pesquisa

Apenas 37,3% dos paulistanos acometidos por um episódio de depressão no período de um ano procuraram tratamento, segundo estudo realizado por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa indicou ainda que 10,4% dos 5 mil entrevistados na região metropolitana de São Paulo tiveram depressão nos últimos 12 meses. O índice verificado em entrevistas, entre 2004 e 2007, foi o mais alto entre os 18 países que foram avaliados no trabalho.

Os países pesquisados foram divididos em dois grupos: alta renda (Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo –, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia).

A professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo Maria Carmen Viana confirma que a prevalência de pessoas com depressão, na metrópole, é elevada. "Semelhante [à prevalência] em países de primeiro mundo, onde a gente sabe que a depressão tem de fato uma sobrecarga global bastante elevada”, ressaltou a especialista, que trabalhou na elaboração do estudo.

Entre os brasileiros ouvidos para a pesquisa, 18,4% afirmaram ter tido depressão uma vez na vida. A média desse índice entre os países mais desenvolvidos economicamente foi de 14,6% e de 11,1% entre os de menor desenvolvimento econômico.

A falta de informação e de uma rede de atendimento adequada é, segundo Carmen, o principal fator para que a maioria dos afetados pela doença não procure tratamento. “É uma situação da desinformação acerca da depressão pela população geral. E uma desassistência da saúde mental do ponto de vista da saúde pública”.

Com campanhas de conscientização, a especialista acredita que a população estaria apta a perceber o aparecimento de sintomas da depressão. Ela explica que, como problema pode ser desencadeado por fatores externos, o doente não percebe que é portador de uma enfermidade. “Muitas vezes, a pessoa nem percebe que está doente, ela acha que aquilo [sintomas] é em função daquilo que aconteceu de adversidade”.

Por isso, segundo Maria Carmen, há a necessidade de divulgar informações sobre a doença, principalmente sobre os sintomas depressivos. São sinais que vão desde a tristeza e cansaço constantes, passando pela insônia e falta de autoestima, até os pensamentos suicidas. “É importante que se saiba a diferença entre uma tristeza normal, que não é motivo de tratamento e a depressão doença, onde há vários sintomas identificáveis clinicamente”, destaca a pesquisadora. Ela ressalta ainda que a depressão está associada a uma série de outras doenças, como problemas cardíacos e hipertensão.

Os resultados do estudo da OMS, que indica que a doença é uma preocupação considerável para a saúde pública em todas as regiões do mundo e tem ligação com as condições sociais em alguns dos países avaliados, foram apresentados no artigo Epidemiologia Transnacional do Episódio Depressivo Maior, publicado na última terça-feira (26), na revista de acesso aberto BMC Medicine.

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Comentário:

A depressão é um dos problemas que mais afeta a população

de todo o mundo. O que pode atrapalhar em muitas coisas,

tanto na vida da pessoa como as pessoas que convivem com

tal pessoa com depressão.

Defeito em proteína pode ser uma das causas de infertilidade masculina

Espermatozóides normais são capazes de alcançar e fecundar o óvulo  (Foto: Ted Tollner/UC Davis)

A infertilidade masculina pode ser causada por uma perda de proteína no esperma, de acordo com um estudo divulgado nesta semana. O defeito é genético e impede os espermatozoides de alcançarem o óvulo da mulher.

Pelo menos metade dos casos de infertilidade em casais tem suas causas no homem. Em 70% dos homens inférteis o problema não está nem na quantidade nem na qualidade dos espermatozoides.

Para fecundar um óvulo, o espermatozoide precisa evitar o sistema de defesa do organismo da mulher – para que ele não o reconheça como um “intruso” e o destrua. Passar com segurança por todo o trajeto é responsabilidade de uma proteína chamada “DEFB126”.

Agora, a equipe liderada por Gary Cherr, da Universidade da Califórnia em Davis, afirma que parte dos homens possui um defeito no gene que controla a produção dessa proteína e a impede de fazer seu trabalho.

De acordo com o trabalho, metade da população masculina possui ao menos uma cópia do gene com defeito; um quarto possui duas cópias. E mais: os exames normais de infertilidade não detectam o problema.

A descoberta pode render novas formas de diagnosticar e tratar a infertilidade, segundo os pesquisadores.

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Comentário:

Deve haver uma grande quantidade de homens inférteis no mundo todo,

por causa de tal proteína. Agora que sabemos sobre tal noticia,

fica mais fácil descobrirmos os motivos do problema.

Estudo mostra que tratamento contra bactéria que ataca estômago é eficaz

Um tratamento triplo testado na América Latina para erradicar a bactéria Helicobacter pylori, que causa câncer no estômago, apresentou resultados melhores que outros tratamentos mais recentes testados na Europa, disse um estudo médico publicado na quarta-feira (local).

A análise, publicada pela revista médica britânica "The Lancet", foi realizada em sete centros: um no Chile, um na Colômbia, um na Costa Rica, um em Honduras, um na Nicarágua e dois do México. Os 1.463 participantes tinham idades entre 21 e 65 anos e eram portadoras da bactéria, que é detectada por testes respiratórios.

Esta bactéria é a principal causadora de câncer de estômago no mundo, sendo responsável por 60% dos casos, disseram os autores da pesquisa. A maioria dos 750 mil a um milhão de mortos anuais por câncer gástrico é registrada na América Latina e na Ásia, disse o estudo.

Segundo os autores, os resultados registrados na América Latina diferem dos observados na Europa e em certas populações asiáticas. "Por isso, a eficácia do tratamento para erradicar a bactéria H.pylori pode não ser a mesma em todas as regiões", disseram os pesquisadores.

Os participantes do estudo receberam diferentes modos de tratamento escolhidos aleatoriamente. Assim, 488 pacientes receberam 14 dias da tripla terapia padrão, que inclui um medicamento contra a acidez gástrica (lansoprazola) e dois antibióticos (amoxicilina e claritromicina). Os outros dois grupos receberam terapias que utilizavam quatro e até cinco medicamentos diferentes.

O tratamento de outros 489 pacientes consistiu em cinco dias de lansoprazol, amoxicilina e claritromicina, além de metronidazol (terapia concomitante). O último grupo de pacientes recebeu cinco dias de lansoprazol e amoxicilina e depois mais cinco dias de lansoprazol, claritromicina e metronidazol (terapia sequencial).

Contudo, um grupo de médicos brasileiros criticou a pesquisa através de um comentário que acompanha o artigo, por considerar que é necessário realizar investigações complementares antes de anunciar a "erradicação em massa" da bactéria.

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Comentário:

Bom isso mostra que nem sempre, os cientistas podem estar certos.
Eles podem errar de vez em quando, como nesse caso da bactéria.

Israel aprova plano de US$ 64 milhões para limpar rio Kishon

Vista do rio Kishon a partir do parque Kishon em Haifa, Israel

O governo israelense aprovou neste domingo (10) um plano de 220 milhões de shekels (US$ 64 milhões) para limpar o Kishon, um dos rios mais poluídos do país.





A ação consistirá em dragar o fundo do rio e retirar os acúmulos de lodo. O projeto inclui também transformar um parque adjacente em um centro de entretenimento, informou o governo após a reunião semanal do conselho de ministros.

O Executivo fornecerá parte da verba do projeto, que se prolongará por três anos.

"O objetivo do plano é melhorar a qualidade de vida na área da baía de Haifa e transformá-la em um pulmão verde da zona metropolitana norte de Israel", diz o comunicado.

Situado no norte de Israel, perto da cidade de Haifa, o rio foi apontado como possível fonte de inúmeros casos de câncer em ex-soldados da Marinha que treinavam em suas águas. Uma comissão de investigação não encontrou provas desta conexão, embora o Ministério da Defesa tenha optado por compensar as famílias dos militares.

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Comentário:

Como a Austrália fez, Israel, também faz algo muito bom.

Nem mesmo aqui no Brasil fizeram um plano para limpar algum rio

importante do pais. Israel fez ago que devia ser feito em todos os países.

Austrália prepara plano de US$ 3,2 bi para promover energias limpas

O governo australiano prepara um pacote de US$ 3,219 bilhões para promover as energias limpas e financiar o fechamento das usinas de carvão, publicou nesta terça-feira a imprensa local.

Segundo a proposta, as centrais obterão uma linha de crédito e garantias para seguir operando, mas deverão reduzir progressivamente tanto as emissões poluentes como sua capacidade, de acordo com o diário "The Australian".

Fontes anônimas citadas pelo jornal indicaram que se não for implementado um fundo para financiar o fechamento das usinas elétricas de carvão e pagar pela redução de sua capacidade haverá "falhas no sistema" de abastecimento de energia no sudeste da Austrália.

O governo australiano deve anunciar no próximo domingo os detalhes de um polêmico imposto voltado aos grandes emissores de dióxido de carbono, o que não afetará os combustíveis.

A nova legislação, que entrará em vigor em julho de 2012, também obrigará as centrais de carvão a reduzir seus ativos progressivamente. Pelo projeto, estas usinas não poderão pedir novos empréstimos, mas receberão ajuda do governo para favorecer a transição às energias limpas e evitar a quebra do setor.

Os geradores de energia precisam refinanciar nos próximos cinco anos seus empréstimos, que somam 10 bilhões de dólares locais (US$ 10,731 bilhões).

A indústria do carvão espera uma indenização de 1,5 bilhão de dólares australianos (US$ 1,609 bilhão), enquanto há também a expectativa para medidas de proteção para o setor do alumínio e do aço e incentivos para as energias renováveis.

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Comentário:

Isso é o que a Austrália está fazendo é muito bom, diminuindo muito

a produção de gases CO2 que prejudicam nosso planeta .