segunda-feira, 28 de março de 2011

AIEA: crise nuclear no Japão “ainda está longe do fim”

A crise nuclear no Japão “ainda está longe do fim”, dado que a central de Fukushima Daiichi continua a libertar radioactividade para a atmosfera e para o mar, disse hoje o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Yukiya Amano.
Amano pediu transparência total ao Governo japonês sobre Fukushima



A situação de emergência pode arrastar-se por semanas, se não por meses. Esta é a estimativa possível feita por Amano. “Este é um acidente muito grave, em todos os padrões e ainda não acabou”, disse Amano em entrevista telefónica ao jornal “New York Times”, a partir de Viena.

“É preciso fazer mais esforços para acabar com o acidente”, salientou, apesar de constatar que isso não será fácil por causa das condições em que se trabalha na central. Por causa da radioactividade elevada e dos danos causados aos equipamentos de monitorização da central, a operadora Tepco (Tokyo Electric Power Company) não tem a certeza se os núcleos dos reactores e as barras de combustível usado estão, ou não, cobertas por água, necessária ao seu arrefecimento e ao fim dos problemas.

Há “áreas onde não temos informação. Nem nós nem os japoneses”. Ainda assim, Amano pediu ao primeiro-ministro japonês Naoto Kan “transparência total” sobre a situação da crise nuclear em Fukushima.

De momento, a maior preocupação para Amano, no cargo desde finais de 2009, centra-se nas barras de combustível armazenadas nas piscinas de arrefecimento em cima dos edifícios dos reactores. O responsável confessou ainda estar preocupado com a radioactividade libertada no Ambiente.

Água com níveis cada vez mais altos de radioactividade está a escapar do reactor 2 para o edifício adjacente da turbina. No entanto, a Tepco não sabe de onde está a vir aquela água radioactiva, algures de dentro do edifício do reactor.

Ontem, os funcionários da central começaram a bombear água doce nos reactores 1,2 e 3, depois de dias a utilizar água do mar, corrosiva. Os funcionários também recuperaram as luzes na sala de controlo do reactor 2, mais um passo na tentativa de pôr a funcionar o sistema de arrefecimento da central, suspenso desde 11 de Março. Agora só o reactor 4 ainda não tem a luz ligada.


Link do site em que a reportagem foi retirada. -> Clique aqui

Comentário:

Como podemos ver na reportagem a cima, o Japão se encontra em uma de suas maiores crises que já passaram. Sendo que algumas das coisas que pioraram a situação da crise poderiam ter sido evitadas, eles poderiam muito bem subistituir usinas nucleares por outros tipos de estruturas que produzem energia que não possuem radiação.
O Japão deveria investir em suas redes de energia, renovalas. Para que não ocorra riscos para o país e para principalmente a população.

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